O que antes era um setor de apoio, passou a ser um centro estratégico. E, como tal, precisa de estrutura, tanto física quanto organizacional, a fim de atingir seus objetivos. Por isso, adotar certas diretrizes para uma gestão de TI eficiente é essencial para que essa área possa se desenvolver e, até mesmo, tornar-se um diferencial competitivo para a sua empresa.
Até porque, quando falamos em gestão de TI, é importante ter em mente que, hoje, investir nessa área não é mais uma questão de “se”. Mas, sim, de quando e como otimizar os recursos destinados a ela.
De acordo com dados da FGV, esse pensamento tem se consolidado. Prova disso é o crescimento do Índice G, que se refere ao gasto total em TI enquanto percentual da receita líquida. Em 2023, ele era de 9,4%. Em 2024, subiu para 10%. Embora os números oficiais de 2025 ainda não tenham sido divulgados, a expectativa é de crescimento ― 9,5% ao mercado de software, serviços e hardware, para se ter uma ideia.
Diante desse cenário, é importante ter pilares sólidos com objetivo de suportar o crescimento dessa área. Adoção de políticas de segurança da informação, investimento em estrutura e treinamento, além de monitoramento e melhorias constantes, são algumas das ações recomendadas.
Veja, abaixo, mais detalhes sobre essas e outras diretrizes para uma gestão de TI eficiente.
Ainda que a TI seja um setor com particularidades que podem ser bastante diferentes do corebusiness, é preciso entender que ela faz parte de um objetivo maior. Logo, estar em sintonia com outras áreas do negócio para um planejamento estratégico assertivo é de suma importância.
Outro ponto fundamental é ter definidas métricas baseadas em desempenho. Isso ajudará o gestor de TI a definir metas objetivas, com base nas prioridades que realmente têm impacto no negócio. E, claro, evitará que a empresa invista tempo e dinheiro em projetos sem propósito.
O maior investimento em TI vem acompanhado de outra tendência que justifica sua adoção como uma prioridade nos negócios: o número alarmante de ataques cibernéticos.
Em outubro de 2025, a Kapersky divulgou um relatório preocupante. Ele mostrou que, em apenas 12 meses, os sistemas de segurança bloquearam mais de 553 milhões de tentativas de phishing ― ataques como o vírus Sorvepotel ― no país. Isso manteve o Brasil no topo do ranking dos países latino-americanos mais visados por cibercriminosos, título nada honroso que já havíamos conquistado em 2024.
Por isso, as empresas devem encarar a segurança de dados como a mais importante das diretrizes para uma gestão de TI eficiente. Precisa ser, inclusive, instituída enquanto uma cultura, além de, claro, adotar medidas, tais quais:
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Todo crescimento necessita de uma base sólida. Sem governança de TI, é comum surgirem ferramentas duplicadas, acessos indevidos, falhas de comunicação entre equipes e desperdício de recursos. Padronizar práticas e estabelecer políticas claras ajudam, inclusive, a aumentar a produtividade, uma vez que erros e retrabalhos se tornam menos frequentes.
Consolidar políticas de governança e organizar o funcionamento interno da TI é imprescindível para todos os negócios, porém ainda mais vital àqueles que possuem equipes remotas ou adotam o BYOD como alternativa. Antes de tudo, defina regras para o uso de sistemas e dados. Isso inclui definir o acesso individual a cada plataforma, quais informações os times podem compartilhar, quais são as boas práticas de armazenamento e quais procedimentos devem seguir em caso de incidentes.
Ao passo que a empresa cresce e o setor de TI se consolida, novos hardwares e softwares se fazem necessários. Dentre as diretrizes para uma gestão de TI eficiente que trouxemos neste artigo, manter um inventário de TI atualizado e um bom controle patrimonial dos seus ativos é fundamental a fim de que os pontos citados anteriormente sejam cumpridos.
Leia também: Planilha de inventário vs software de gestão de ativos de TI: quando migrar?
Afinal, dispositivos obsoletos, recompras, licenças expiradas e atualizações pendentes impactam diretamente nos cofres e na segurança de dados do negócio. Com isso em mente, saiba que para começar a aplicar o controle patrimonial, será preciso monitorar:
É possível, para alguns, realizar esse controle de modo manual. No entanto, será necessária uma equipe multidisciplinar, que, além dos responsáveis pela TI, pode envolver setores como jurídico e financeiro. Porém, isso acarreta um problema: a sobrecarga e o tempo demandado, os quais poderiam alocar em funções mais estratégicas. Sendo assim, o ideal é contar com uma tecnologia específica para essa tarefa.
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Porque a TI deixou de ser apenas um setor de apoio. Hoje, a tecnologia impacta diretamente a produtividade, a segurança de dados e a competitividade das empresas, tornando-se um pilar estratégico para o crescimento.
Pode-se dizer que a gestão de TI é eficiente quando adota um conjunto de práticas que alinham a tecnologia aos objetivos do negócio, garantindo segurança, controle de recursos, padronização de processos e uso estratégico dos investimentos em TI.
Algumas medidas devem estar presentes em todos os negócios. São elas:
• adotar políticas de governança e padronização de processos;
• ter a segurança de dados como uma prioridade;
• investir no controle patrimonial dos ativos de TI;
• alinhamento à estratégia do negócio.
Soluções automatizadas reduzem a sobrecarga das equipes, evitam falhas no inventário, melhoram a segurança e liberam tempo para atividades mais estratégicas.
Por
Daniel Curi
Especialista em gestão de Telecom e TI com mais de 10 anos de experiência no setor. Tenho liderado inúmeros projetos voltados a automações nessa área, otimizando processos, trazendo eficiência operacional e ganho de tempo, permitindo que as equipes se concentrem nas atividades estratégicas da organização.