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Redução de custos

Como controlar o uso de dados móveis dos colaboradores com MDM

Por Daniel Curi | 27.12.25
Capa do artigo com o título: "Como controlar o uso de dados móveis dos colaboradores com MDM". A imagem apresenta a sigla MDM em destaque, cercada por ilustrações de smartphones e um tablet com um cadeado na tela, simbolizando o controle seguro e a gestão de dispositivos móveis corporativos.

Em junho de 2025, a FGV contabilizou 272 milhões de smartphones em uso no país (1,3 aparelhos por pessoa). E, mesmo que não existam dados oficiais sobre o número de celulares corporativos, é difícil uma empresa que não tenha, ao menos, uma linha móvel, não é mesmo? Ainda que com poucos celulares empresariais, controlar o uso de dados móveis pode fazer uma grande diferença na sua gestão. Diante disso, é comum surgir a dúvida sobre qual ferramenta realmente resolve o problema do consumo excessivo de internet: o Gestor Online da operadora ou o MDM?

A resposta simplificada é: um te dá controle sobre os “chips”, o outro sobre os aparelhos. Mas, muitas vezes, é importante entender o problema ao invés de bloqueá-lo. Veja uma prévia do que você encontrará neste artigo:

Como o MDM contribui para a redução de custos ao controlar o uso de dados móveis

O MDM é um software instalado nos dispositivos corporativos ― smartphones, tablets e laptops ― que permite gerenciá-los remotamente. A partir dele, é possível proteger o aparelho, ativar políticas de uso e, também, controlar o uso de dados móveis. 

Ainda que cada empresa tenha sua particularidade, sabemos que alguns pequenos problemas se repetem em, praticamente, todas elas. O uso do celular corporativo para fins pessoais, certamente, é um deles! 

E quando falamos em empresas com 20, 50 ou mais de 100 linhas corporativas, o desperdício de recursos é bem significativo. E para evidenciar isso, podemos elencar alguns casos bastante comuns:

  • colaboradores que usam o plano compartilhado para ver filmes ou, então, baixar jogos. Ao identificar o aumento no consumo do pacote de dados, a empresa contrata um plano ainda maior, sendo que, para o trabalho propriamente dito, o pacote atual supriria as necessidades;
  • aplicativos não autorizados pela equipe de TI são baixados (prática conhecida como Shadow IT) e abrem brecha para invasões ou vírus, que podem se espalhar pelo servidor;
  • usuários que estendem o horário de trabalho sem autorização ou comunicação ao RH e, ao serem desligados, usam os registros para abrir processos trabalhistas contra a empresa.

É possível que você já tenha se deparado com uma ou mais das situações citadas. Nesses casos, o MDM atua de diferentes maneiras:

  • possibilita especificar a duração máxima de chamadas telefônicas;
  • determina quais aplicativos ou sites podem ser acessados;
  • institui horários para o uso dos dados móveis;
  • controla o uso de dados móveis.

Com esse software, há como descobrir quando um colaborador está usando um grande volume de dados ao comparar o consumo com um colega do mesmo cargo, por exemplo. Ainda, é possível monitorar o consumo de cada uma das linhas, entender o que cada membro do time realmente precisa, e, a partir disso, realizar bloqueios e liberar permissões de determinados sites ou aplicativos.

Ilustração de MDM (Mobile Device Management) com celulares, tablet e um cadeado representando segurança de dados móveis.
O MDM pode ser instalado nos sistemas Android, iOS, Windows Phone e Blackberry para controlar o uso de dados móveis.

TEM versus MDM: qual a diferença entre eles?

As definições das duas siglas são capazes de ajudá-lo a compreender melhor. TEM, ou Telecom Expense Management, é uma metodologia baseada em software e processos que procura garantir menos despesas e mais eficiência. Enquanto isso, o MDM, ou Mobile Device Management, é um software de gestão de dispositivos móveis empresariais. Ou seja, enquanto o primeiro pode ser encarado como uma estratégia, o segundo é uma das muitas táticas que podem ser utilizadas.

Leia também: Os 7 melhores softwares de gestão de telecom

Ainda, conseguimos diferenciá-los da seguinte forma: o TEM refere-se à gestão de custos, ao passo que o MDM é voltado à gestão técnica na hora de controlar o uso de dados móveis. Em uma situação simples, imagine que a auditoria de faturas, um dos processos instituídos pelo TEM, identifica um colaborador com uso acima da média. Depois dessa análise, os responsáveis pelo gerenciamento do MDM conseguem instituir medidas de controle e de gerenciamento para reduzir os gastos.

Infográfico circular ilustrando o ecossistema do TEM (Telecom Expense Management). Ao centro está a sigla TEM, conectada a sete ícones que representam seus pilares: Contratos, Inventários, Auditoria, Contas a pagar, Contas a receber, Tecnologias como MDM e Analytics.

Gestor Online versus MDM: o que faz cada um?

O Gestor Online, fornecido pelas operadoras, tem como principais benefícios a capacidade de personalização do consumo:

  • gestão de franquia compartilhada: sua principal vantagem é permitir determinar o quanto cada linha vai consumir da franquia de dados compartilhada. Possibilita a distribuição do pacote de maneira personalizada. 
  • controle de horários: permite configurar um calendário de uso. Ou seja, define dias da semana e horários específicos em que os aparelhos podem realizar chamadas.
  • listas de permissão: criar listas de números autorizados ou bloqueados para chamadas, evitando ligações pessoais excessivas.
  • gestão de roaming: controla o uso internacional, o que evita surpresas na conta quando um colaborador viaja.
  • Confira mais detalhes no artigo: Gestor Online: o que é e como funciona

Enquanto o Gestor Online cuida da linha e do plano, o MDM cuida do aparelho físico. Ele é um software instalado no celular que permite travar funcionalidades do hardware e do sistema operacional:

  • modo quiosque: transforma o celular em uma ferramenta dedicada, que executa apenas os apps de trabalho.
  • bloqueio de instalação: impede que o usuário baixe redes sociais, jogos ou apps de streaming.
  • geolocalização: monitora a localização do dispositivo.
  • Saiba mais no artigo: Mobile Device Management: entenda o que é MDM e para que serve
Diagrama ilustrativo que diferencia dois tipos de controle corporativo. Uma linha aponta para um smartphone com o texto 'MDM: Controle do aparelho', enquanto outra linha aponta para um cartão SIM (chip) ao lado com o texto 'Gestor online: Controle da linha'

Case: a “bateria viciada” que foi solucionada com MDM

Para ilustrar onde o MDM se torna indispensável, vale citar um caso real de uma empresa de instalação de automação residencial. Ela enfrentava uma reclamação constante das equipes de campo: “os celulares estão travando e a bateria não dura o dia todo. Precisamos de aparelhos mais caros.”

Antes de investir na troca do parque de equipamentos, a gestão decidiu instalar um MDM para auditar o uso. O diagnóstico foi surpreendente: a lentidão e o consumo de bateria não eram defeitos do aparelho, mas resultado do comportamento dos usuários. Foi identificado que as equipes passavam os tempos ociosos entre uma instalação e outra jogando em apps como Candy Crush, acessando redes sociais e assistindo a vídeos no YouTube e Netflix.

Ao aderir ao MDM, a empresa criou perfis de uso restritivos. Foram bloqueados jogos e apps de streaming e liberadas apenas as ferramentas de trabalho (Waze, WhatsApp corporativo e sistemas internos). Essa ação simples levou a três resultados diferentes, mas igualmente expressivos:

  1. a bateria dos smartphones voltou a durar o dia todo;
  2. a empresa economizou ao não comprar aparelhos novos desnecessariamente;
  3. registrou-se um aumento na produtividade das equipes, uma vez que as distrações digitais foram eliminadas.

Como garantir a segurança jurídica no uso do MDM

Implementar esse tipo de controle sobre o consumo de dados demanda mais que apenas um software: exige respaldo jurídico. É fundamental lembrar que o aparelho corporativo é uma ferramenta de trabalho, pertencente à empresa, não ao colaborador.

Para aplicar o monitoramento e bloqueios via MDM com segurança, o colaborador deve assinar um termo de responsabilidade claro. Assim, atestará ciência de que aquele dispositivo é monitorado e destinado exclusivamente para fins profissionais.

Ainda, vale ressaltar que o MDM ajuda a garantir a conformidade com a LGPD. Ao bloquear apps não seguros, a empresa protege os dados de seus clientes. Além disso, em caso de perda ou roubo, o MDM permite “limpar” o aparelho remotamente, evitando o vazamento de dados.

Entenda como a VC-X Sonar une inteligência e controle na gestão de telecom

Ter um MDM é excelente, mas ele é apenas uma peça do grande quebra-cabeça que é a gestão de telecom. Para ser eficiente, você precisa saber quem monitorar e onde cortar custos.

A VC-X Sonar atua como a inteligência central que complementa o MDM e o Gestor Online:

  • visibilidade financeira: enquanto o MDM bloqueia o app, a Sonar processa suas faturas automaticamente e identifica se o consumo de dados está gerando custos excedentes.
  • gestão de ativos (inventário): saiba exatamente quem está com qual aparelho. Também, confirme se o Termo de Responsabilidade está assinado e atualizado na Central do Colaborador.
  • auditoria inteligente: a plataforma cruza os dados para garantir que você não está pagando por linhas sem uso ou serviços não contratados.

Além disso, a expertise dos profissionais da VC-X Solutions ajuda a entender e utilizar o MDM e o Gestor Online da maneira mais inteligente para o seu negócio.

Case: redução de 70% a partir da análise da fatura

Aqui na VC-X nos deparamos com muitas situações em que apenas a gestão inteligente é capaz de trazer resultados expressivos. O caso de uma empresa de táxi aéreo, ao renegociar o contrato de telecom, encontrou uma fatura que totalizava 250GB de consumo de dados.

Ao utilizar uma ferramenta de gestão para auditar a conta, identificou um padrão alarmante: 150GB — mais da metade de todo o consumo da empresa — vinham de uma única linha. A investigação revelou que o usuário era um colaborador da portaria de um hangar. Como o local tinha pouco movimento, ele passava o expediente assistindo a serviços de streaming e vídeos em alta definição. Tudo isso usando a rede móvel da empresa.

Ainda que a empresa não quisesse tirar esse benefício do funcionário, era evidente que este gasto precisava ser revisto. E a boa notícia é que a solução não precisou ser radical. Não foi necessário bloquear o aparelho via MDM imediatamente. 

Bastou orientar o colaborador para conectar o dispositivo à rede Wi-Fi do local. Essa simples medida foi a responsável por reduzir 70% do valor pago na fatura. Porém, é sempre bom lembrar que cada caso é um caso. Logo, para ter um bom nível de eficiência, é preciso entender em que camadas cada ferramenta atua.

Isso mostra que, mais que controlar o uso de dados móveis, a VC-X trará insights importantes acerca dos seus ativos. Clique aqui e teste, gratuitamente, a solução! Ou, se preferir, entre em contato com um dos nossos especialistas e solicite um diagnóstico.

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Perguntas e respostas (FAQ)

O MDM (Mobile Device Management) é um software instalado em dispositivos corporativos — como smartphones, tablets e laptops — que permite gerenciar esses equipamentos remotamente. Ele ajuda a proteger o aparelho, aplicar políticas de uso e controlar o uso de dados móveis.

O uso indevido ou excessivo do plano empresarial pode gerar desperdício de recursos, sobretudo em empresas com dezenas ou centenas de linhas móveis. O controle evita custos desnecessários e aumenta a eficiência da gestão de telecom.

O MDM permite definir regras de uso, como duração de chamadas, limites de dados, bloqueio de aplicativos, horários de uso e outras políticas que evitam consumo indevido. Isso reduz o desperdício e facilita o acompanhamento individual do consumo.

A VC-X Sonar é uma plataforma de gestão de TI e telecom que oferece visão completa dos ativos da empresa e funcionalidades voltadas à automação e à redução de custos. Ela complementa o MDM ao fornecer relatórios, auditorias, análise de planos e gestão integrada de faturas.

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Daniel Curi


Especialista em gestão de Telecom e TI com mais de 10 anos de experiência no setor. Tenho liderado inúmeros projetos voltados a automações nessa área, otimizando processos, trazendo eficiência operacional e ganho de tempo, permitindo que as equipes se concentrem nas atividades estratégicas da organização.

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