Já em 2012, as empresas brasileiras utilizavam o celular como principal instrumento de trabalho, segundo o IBGE. De lá para cá, não houve arrefecimento, mas, sim, consolidação. Atualmente, estima-se que 92% das empresas com mais de 250 funcionários oferecem o aparelho aos seus colaboradores. Entretanto, o crescimento do mercado não foi o único fator responsável, afinal, a pandemia que teve início em 2020 forçou muitas empresas a comprar ou alugar um smartphone pela migração da equipe para o home office.
O fato é que, independentemente do porte, contar com a telefonia móvel é, inclusive, uma questão estratégica. Porém, a compra dos aparelhos pode pesar nos cofres a depender da quantidade necessária, visto que estamos falando de valores consideráveis para um gasto imediato. Acontece que novas modalidades vêm surgindo e hoje é possível escolher entre comprar ou alugar um smartphone corporativo.
Evidentemente, ambas as opções apresentam prós e contras. E é para deixá-lo ciente de quais são — e, assim, ajudá-lo na decisão mais assertiva — que elaboramos este artigo.
A resposta para essa pergunta pode ser muito simples ou, ainda, muito complexa. Isso porque ela depende da sua necessidade. A compra de celular corporativo, por exemplo, é bastante comum em pequenas empresas.
Contudo, mesmo empresas menores, há como conseguir boas negociações junto aos fornecedores, dependendo da quantidade de aparelhos. As operadoras de telefonia, por exemplo, além de oferecerem desconto no smartphone, conseguem propor condições especiais em planos de telefonia móvel empresarial.
Ainda, se a obsolescência do dispositivo não for um grande problema e não exista a necessidade de troca constante, a compra pode ser viável. Contudo, vale mencionar um pormenor: caso a empresa realize a compra com a operadora, ela acrescentará as parcelas à fatura. Logo, se ao fim do contrato do plano não houver interesse de renovação por parte do cliente, poderá existir uma multa maior por conta do valor restante do aparelho.
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Por outro lado, existem aqueles que têm necessidade de aparelhos mais modernos. Ou, então, que já têm uma boa negociação com a operadora quanto às linhas móveis e precisam apenas de novos aparelhos. Nesse cenário, a locação dos smartphones corporativos pode ser uma excelente saída. Especialmente, se há demanda por muitos dispositivos.
As ameaças são muitas e cada vez mais têm pessoas jurídicas como alvo. Além disso, manter os dispositivos atualizados, bem como as configurações de segurança, é essencial para a segurança de dados. Para quem prefere comprar, é importante saber que a própria empresa deve realizar essa gestão internamente.
Em contrapartida, quando o smartphone é alugado, essa responsabilidade é da empresa que fornece os aparelhos. Em alguns casos, é possível contratar seguros contra roubo e ataques cibernéticos.
Assim como as atualizações de segurança, a equipe interna de TI fica responsável pelas manutenções dos celulares da empresa. Algumas têm setores robustos, que estão aptos a gerirem esses dispositivos.
Contudo, naquelas em que esse time é mais enxuto, pode ser interessante deixar essa tarefa a cargo de uma terceirizada. No caso, a locadora dos aparelhos. Normalmente, o contrato cobre a manutenção e o conserto dos smartphones, portanto, não haverá custos inesperados.
A depender do modelo, um smartphone pode ultrapassar os R$ 10 mil. Sabemos que, no cenário corporativo, a funcionalidade deve estar acima da última tendência e que raramente esse valor é investido em um único aparelho. Porém, a depender da quantidade de que precisa ser adquirida, os custos podem ultrapassar ― com folga! ― esse valor.
Analisar valores, certamente, é um dos grandes fatores que irão ajudá-lo a decidir entre comprar ou alugar um smartphone corporativo. Ainda que os parcelamentos no varejo — e, em especial, das operadoras — sejam atrativos, não dá para negar que há um aporte imediato (e volumoso) de recursos. Em contrapartida, o aluguel elimina essa necessidade.
A empresa precisa gerenciar cada celular adquirido. Afinal, ele passa a compor o inventário de TI e é essencial que sejam monitorados de perto. Ciclo de vida, atualizações, manutenções, termos de entrega e devolução representam apenas algumas das tarefas relacionadas a esses dispositivos.
Acontece que em um cenário de constante mudanças tecnológicas, o gerenciamento dos smartphones pode desviar o foco do que realmente importa para esse time e logo se tornar um gargalo na produtividade. Portanto, não avalie apenas os custos imediatos. Muito menos, restrinja-se apenas à parte financeira. Busque considerar, também, o esforço que a complexidade dessa gestão exigirá.
Como mencionamos no início, não existe melhor nem pior quando o assunto é comprar ou alugar um smartphone corporativo. Mas, sim, aquilo que é mais adequado à realidade do negócio. E, também, nada impede que ambos os modelos trabalhem juntos. De todo modo, analisar os pontos que trouxemos neste artigo é fundamental para uma decisão embasada e, consequentemente, assertiva.
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Depende da realidade de cada negócio. Empresas com poucos colaboradores e baixa necessidade de troca podem optar pela compra. Já organizações que precisam de escala, atualização constante e menos gestão interna tendem a se beneficiar do aluguel.
Além do valor do aparelho, a empresa assume custos com manutenção, segurança, gestão do inventário e possíveis multas contratuais caso o plano com a operadora não seja renovado ao final do contrato.
Normalmente, o aluguel inclui manutenção, suporte técnico e, em alguns casos, seguros contra roubo e ataques cibernéticos. Isso reduz custos inesperados e simplifica a gestão dos dispositivos.
A compra exige que a empresa gerencie inventário, ciclo de vida, manutenção e devolução dos dispositivos. No aluguel, a maior parte dessa gestão é transferida para o fornecedor, o que desafoga o fluxo de tarefas do time.
Por
Daniel Curi
Especialista em gestão de Telecom e TI com mais de 10 anos de experiência no setor. Tenho liderado inúmeros projetos voltados a automações nessa área, otimizando processos, trazendo eficiência operacional e ganho de tempo, permitindo que as equipes se concentrem nas atividades estratégicas da organização.