
Muito provavelmente, ao falarmos em gateway, você lembrará de um aparelho físico, a exemplo do roteador. Todavia, quando o assunto é Open Gateway, é bom esquecer essa ideia. Até porque eles se relacionam, mas tratam de esferas distintas. O primeiro trata-se de um aparelho que atua como ponto de interconexão técnica entre duas tecnologias ou dispositivos. Enquanto isso, o segundo refere-se à abertura das redes de telecomunicações para desenvolvedores.
Na prática, as operadoras disponibilizam recursos de rede por meio de APIs que seguem um padrão comum. Com acesso a esses mecanismos, os desenvolvedores podem criar e customizar novas soluções, aproveitando todo o poder da rede.
A GSMA (Global System for Mobile Communications Association) é quem lidera uma iniciativa global de inovação chamada Open Gateway. Porém, um empreendimento desse porte não poderia depender de um único núcleo. A Linux Foundation e a TM Forum, por exemplo, criaram o modelo CAMARA, um projeto de código aberto que padroniza as APIs
Como explicado anteriormente, o Open Gateway expõe recursos da rede por meio de APIs (Interfaces de Programação de Aplicações) globais e uniformes, o que facilita a integração. Dessa forma, as redes de telefonia deixam de apenas receber dados: elas passam a compartilhar e validar informações.
No Brasil, Tim, Claro e Vivo já oferecem serviços de Open Gateway desde 2023. Dentre as principais soluções, estão:
Além de um ambiente propício à inovação, no qual desenvolvedores têm acesso a recursos que antes não conseguiam alcançar para criar e personalizar suas soluções, o Open Gateway tem outras vantagens.
A principal delas é, sem dúvidas, um valor inegociável quando se trata de TI: a segurança de dados. Toda a estrutura conta com proteção de ponta a ponta, que incluem autenticação, criptografia e proteção das informações. Ainda, no Brasil, as soluções estão em conformidade com a LGPD.
Atualmente, o Open Gateway é bastante utilizado por bancos, fintechs, foodtechs e empresas de logística. A tendência é que esse mercado se expanda com a criação de novas APIs. Somado a isso, as previsões apontam para a criação de novas soluções de Realidade Aumentada (RA) e Virtual (RV). Também, com foco em casos de uso avançados, semelhante à integração com dispositivos IoT para aplicações enquanto gestão de tráfego e serviços públicos.
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1. O que é Open Gateway?
O Open Gateway é uma iniciativa global que permite a abertura das redes de telecomunicações por meio de APIs padronizadas. Com isso, desenvolvedores e empresas conseguem acessar recursos da rede das operadoras a fim de criar soluções digitais mais seguras, inovadoras e integradas.
2. Quais APIs de Open Gateway já estão disponíveis no Brasil?
No Brasil, operadoras telefônicas, como Tim, Claro e Vivo, oferecem APIs como Device Location, SIM Swap e KYC, entre outras. Essas soluções permitem, por exemplo, validar a localização de dispositivos, identificar trocas de chip e cruzar dados cadastrais para prevenção a fraudes.
3. Quais são os principais benefícios do Open Gateway para empresas e desenvolvedores?
O Open Gateway amplia o acesso a recursos antes restritos às operadoras, o que fomenta a cultura da inovação. Ainda, fortalece a segurança das aplicações e estimula a inovação. As APIs contam com autenticação, criptografia e conformidade com a LGPD, tornando as soluções mais confiáveis.
4. Quais tendências o Open Gateway deve impulsionar nos próximos anos?
A expectativa é que o Open Gateway impulsione a criação de novas APIs e soluções avançadas, incluindo aplicações de Realidade Aumentada e Virtual, além da integração com dispositivos IoT para casos de uso, tais quais gestão de tráfego e serviços públicos conectados.

Por
Rafael Cordeiro
COO e sócio da VC-X Solutions, minha missão é simplificar o universo das telecomunicações para empresas. Com mais de 10 anos de experiência, sou especialista em navegar pelas complexidades do setor, transformando desafios burocráticos com operadoras e órgãos como Procon e Anatel em soluções práticas!