
Se você leu o nosso artigo com as 4 tendências de telecom para 2026, deve lembrar que os ISPs apareceram em primeiro lugar na nossa lista. Não é para menos: eles já detêm 64,1% do mercado de Banda larga fixa no Brasil.
E, ao que parece, não pretendem parar por aí:
É claro que esse crescimento se justifica por diversos fatores como: melhor atendimento, agilidade na resolução de problemas e planos flexíveis são alguns. Contudo, para entender esse fenômeno, precisamos olhar para quem são esses players e como as regras do jogo mudaram.
A expansão dos ISPs redesenhou o mapa da conectividade brasileira. Enquanto as grandes operadoras tradicionais focaram na manutenção de grandes centros, os ISPs investiram pesado em fibra óptica (FTTH) no interior e nas periferias.
Observando o mercado, vemos grupos robustos dominando territórios específicos:
Logo acima, mencionamos alguns pontos, bastante citados por consumidores, que são diferenciais importantes. Entretanto, não é apenas no suporte ao cliente que os provedores regionais diferem de nomes como Tim, Claro e Vivo.
Isso porque os ISPs (Internet Service Provider ou Provedores de Serviços de Internet) são, em sua grande maioria, PPPs. Vale lembrar que a Anatel considera Prestadoras de Pequeno Porte aquelas que não ultrapassam 5% de participação no mercado. E, para eles, a Anatel aplica regras diferenciadas. Afinal, não faria sentido submetê-los às mesmas normas das grandes operadoras, visto que seu objetivo é democratizar o acesso aos serviços de telecomunicações.
Logo, os ISPs atendem a regras menos rígidas, a exemplo do prazo que devem cumprir em relação aos registros telefônicos. Isso porque a Anatel exige que as PPPs mantenham os registros por, no mínimo, 90 dias. Enquanto isso, as grandes operadoras precisam resguardar o histórico por até cinco anos. Porém, mesmo que mais flexíveis, existem muitas regras que norteiam esse setor e você pode conferir todas neste documento disponibilizado pela Agência.
Saiba mais em: Conheça os prazos e regras de atendimento das operadoras
Apesar da flexibilidade, o setor está se profissionalizando. 2025 foi um ano com novidades importantes para os provedores regionais. Em junho, a Anatel aprovou um plano de combate à concorrência desleal e para regularização no mercado de banda larga. Isso teve impacto direto sobre os ISPs, que tiveram a dispensa de outorga revogada. Assim, até outubro daquele mesmo ano, deveriam ter protocolada a solicitação de outorga junto à Agência.
Muitos encararam a medida como uma “ação contra os pequenos”, mas o superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Vinicius Caram, explicou que se trata de uma medida para “organizar” o setor. Com o crescimento desse mercado, a Agência entende que a necessidade de outorga é essencial a fim de “manter a transparência para dar segurança jurídica para todos os agentes”.
Quanto ao futuro, o setor deve encontrar boas oportunidades. E todas elas têm a ver com a diversificação dos serviços, tais quais telefonia móvel, 5G e, até mesmo, serviços de cibersegurança. A Alloha Fibra, por exemplo, por meio da sua marca comercial Giga Mais Fibra, inovou ao lançar um serviço que combina canais lineares e streaming em uma única plataforma. A Itanet também ampliou o portfólio por meio do serviço de rastreamento veicular.
O primeiro deles é bastante evidente: os provedores regionais têm menos recursos que as grandes operadoras. E isso reflete, diretamente, na infraestrutura, que é outro ponto delicado dos provedores regionais.
De maneira resumida, os ISPs enfrentam quatro desafios principais:
Em contrapartida, muitos ISPs têm visto nesse cenário uma chance de aprimoramento. Atualmente, muitos provedores regionais têm se equiparado, e, por vezes, superado, à qualidade de serviço e ao suporte de operadoras consagradas.
Escolher o provedor mais adequado para a sua empresa é um trabalho mais complexo do que parece. Para facilitar a busca pela melhor oferta, o VC-X Scan é uma excelente aliada.
Essa plataforma inteligente ― e gratuita ― automatiza a análise de viabilidade e ainda ajuda na cotação e contratação de links de internet corporativos. Inclusive, fibra óptica, links dedicados e outras soluções personalizadas para empresas. Você aproveita a qualidade técnica dos provedores regionais com a simplicidade de uma busca centralizada. Aproveite e teste agora clicando aqui.
Os provedores regionais, também chamados de ISPs, são empresas que oferecem serviços de internet e telecomunicações em áreas específicas do país, geralmente com atuação local ou regional.
Não. A Anatel aplica regras diferenciadas aos provedores regionais que, em sua maioria, são Prestadoras de Pequeno Porte (PPP), considerando seu porte e objetivo de democratizar o acesso aos serviços de telecomunicações.
O crescimento passa pela diversificação de serviços, como telefonia móvel, 5G, streaming, soluções de cibersegurança e com foco no mercado empresarial.
É uma plataforma que “escaneia” a sua localização em busca de operadoras. Simplifica a verificação de viabilidade, além de lhe ajudar em todo processo de cotação e contratação de serviços de telecomunicações para empresas.

Por
Rafael Cordeiro
COO e sócio da VC-X Solutions, minha missão é simplificar o universo das telecomunicações para empresas. Com mais de 10 anos de experiência, sou especialista em navegar pelas complexidades do setor, transformando desafios burocráticos com operadoras e órgãos como Procon e Anatel em soluções práticas!