Botão whatsapp
Conceitos
Dicas de contratação

Como os provedores regionais (ISPs) vêm desafiando grandes operadoras

Por Rafael Cordeiro | 27.01.26
Capa do artigo. Ilustração de uma torre de telecomunicações emitindo sinal em tons de azul e branco, sobre um fundo escuro com o contorno do mapa do Brasil. Ao lado, o título em destaque: "Como os provedores regionais (ISPs) vêm desafiando grandes operadoras".

Se você leu o nosso artigo com as 4 tendências de telecom para 2026, deve lembrar que os ISPs apareceram em primeiro lugar na nossa lista. Não é para menos: eles já detêm 64,1% do mercado de Banda larga fixa no Brasil. 

E, ao que parece, não pretendem parar por aí: 

É claro que esse crescimento se justifica por diversos fatores como: melhor atendimento, agilidade na resolução de problemas e planos flexíveis são alguns. Contudo, para entender esse fenômeno, precisamos olhar para quem são esses players e como as regras do jogo mudaram.

Quem são os “gigantes regionais”?

A expansão dos ISPs redesenhou o mapa da conectividade brasileira. Enquanto as grandes operadoras tradicionais focaram na manutenção de grandes centros, os ISPs investiram pesado em fibra óptica (FTTH) no interior e nas periferias.

Infográfico de mapa do Brasil mostrando as prestadoras com mais acessos de Banda Larga Fixa por estado, baseado em dados da Anatel de novembro de 2025. O mapa usa cores para indicar a liderança de mercado: Claro (vermelho) nos estados AM, PA, MA, BA, MG, RJ, MS, PR, RJ e DF; Prestadoras de Pequeno Porte (verde-azulado) nos estados AP, PI, CE, RN, PE, PB, AL, SE e SC; Oi (amarelo) nos estados AC, RR, RO e GO e Vivo (roxo) nos estados SP e ES.

Observando o mercado, vemos grupos robustos dominando territórios específicos:

  • Nordeste: a Brisanet consolidou-se como a maior operadora da região. Além da liderança em fibra, fechou novembro de 2025 com 813,5 mil acessos móveis, quase triplicando sua base em um ano.
  • Sul: a Unifique destaca-se pela liderança em satisfação em SC e RS. Já a Vero possui forte atuação no Sul e em MG, crescendo via aquisições e agregação de serviços digitais.
  • Consolidadores nacionais: grupos como a Alloha Fibra (dona da marca Giga Mais Fibra) e a Brasil TecPar operam agregando provedores menores, expandindo rapidamente sua atuação nacional.

Os pontos-chave que diferenciam os provedores regionais das grandes operadoras

Logo acima, mencionamos alguns pontos, bastante citados por consumidores, que são diferenciais importantes. Entretanto, não é apenas no suporte ao cliente que os provedores regionais diferem de nomes como Tim, Claro e Vivo.

Banner azul escuro divulgando um guia gratuito. À esquerda, a capa de um ebook intitulado "Centrais de Atendimento das Operadoras para clientes corporativos". À direita, texto convidando a baixar o guia para resolver problemas de telecom da sua empresa, seguido por um botão escrito "Clique aqui".

Isso porque os ISPs (Internet Service Provider ou Provedores de Serviços de Internet) são, em sua grande maioria, PPPs. Vale lembrar que a Anatel considera Prestadoras de Pequeno Porte aquelas que não ultrapassam 5% de participação no mercado. E, para eles, a Anatel aplica regras diferenciadas. Afinal, não faria sentido submetê-los às mesmas normas das grandes operadoras, visto que seu objetivo é democratizar o acesso aos serviços de telecomunicações.

Logo, os ISPs atendem a regras menos rígidas, a exemplo do prazo que devem cumprir em relação aos registros telefônicos. Isso porque a Anatel exige que as PPPs mantenham os registros por, no mínimo, 90 dias. Enquanto isso, as grandes operadoras precisam resguardar o histórico por até cinco anos. Porém, mesmo que mais flexíveis, existem muitas regras que norteiam esse setor e você pode conferir todas neste documento disponibilizado pela Agência.

Saiba mais em: Conheça os prazos e regras de atendimento das operadoras 

Como está o cenário atual e o que o futuro reserva para os provedores regionais

Apesar da flexibilidade, o setor está se profissionalizando. 2025 foi um ano com novidades importantes para os provedores regionais. Em junho, a Anatel aprovou um plano de combate à concorrência desleal e para regularização no mercado de banda larga. Isso teve impacto direto sobre os ISPs, que tiveram a dispensa de outorga revogada. Assim, até outubro daquele mesmo ano, deveriam ter protocolada a solicitação de outorga junto à Agência.

Muitos encararam a medida como uma “ação contra os pequenos”, mas o superintendente de Outorga e Recursos à Prestação da Anatel, Vinicius Caram, explicou que se trata de uma medida para “organizar” o setor. Com o crescimento desse mercado, a Agência entende que a necessidade de outorga é essencial a fim de “manter a transparência para dar segurança jurídica para todos os agentes”. 

Quanto ao futuro, o setor deve encontrar boas oportunidades. E todas elas têm a ver com a diversificação dos serviços, tais quais telefonia móvel, 5G e, até mesmo, serviços de cibersegurança. A Alloha Fibra, por exemplo, por meio da sua marca comercial Giga Mais Fibra, inovou ao lançar um serviço que combina canais lineares e streaming em uma única plataforma. A Itanet também ampliou o portfólio por meio do serviço de rastreamento veicular.

Entenda os principais desafios dos ISPs diante dos grandes provedores

O primeiro deles é bastante evidente: os provedores regionais têm menos recursos que as grandes operadoras. E isso reflete, diretamente, na infraestrutura, que é outro ponto delicado dos provedores regionais.

De maneira resumida, os ISPs enfrentam quatro desafios principais:

  • infraestrutura e redundância: provedores regionais possuem menos recursos de backbone internacional. É vital verificar se o ISP possui múltiplas saídas de Internet para evitar quedas massivas.
  • crescimento: muitos têm a base de clientes estagnada e isso leva à necessidade de desenvolver novos produtos e serviços;
  • tecnologia: atualização das redes de fibra para tecnologias com maior capacidade;
  • gestão profissional: a cobrança por governança corporativa aumentou, exigindo que empresas se profissionalizem rapidamente.

Em contrapartida, muitos ISPs têm visto nesse cenário uma chance de aprimoramento. Atualmente, muitos provedores regionais têm se equiparado, e, por vezes, superado, à qualidade de serviço e ao suporte de operadoras consagradas.

VC-X Scan: sua maior aliada na busca pela melhor oferta de Internet 

Escolher o provedor mais adequado para a sua empresa é um trabalho mais complexo do que parece. Para facilitar a busca pela melhor oferta, o VC-X Scan é uma excelente aliada. 

Essa plataforma inteligente ― e gratuita ― automatiza a análise de viabilidade e ainda ajuda na cotação e contratação de links de internet corporativos. Inclusive, fibra óptica, links dedicados e outras soluções personalizadas para empresas. Você aproveita a qualidade técnica dos provedores regionais com a simplicidade de uma busca centralizada. Aproveite e teste agora clicando aqui.

Banner promocional interativo. À esquerda, um mapa do Brasil com ícones de sinal Wi-Fi e um radar verde. À direita, o texto: "Chega de perder tempo e dinheiro! Busque rapidamente as operadoras que atendem sua região e compare os preços". Abaixo, um botão com a chamada "Experimente agora. É gratuito!".

Perguntas frequentes (FAQ)

Os provedores regionais, também chamados de ISPs, são empresas que oferecem serviços de internet e telecomunicações em áreas específicas do país, geralmente com atuação local ou regional.

Não. A Anatel aplica regras diferenciadas aos provedores regionais que, em sua maioria, são Prestadoras de Pequeno Porte (PPP), considerando seu porte e objetivo de democratizar o acesso aos serviços de telecomunicações.

O crescimento passa pela diversificação de serviços, como telefonia móvel, 5G, streaming, soluções de cibersegurança e com foco no mercado empresarial.

É uma plataforma que “escaneia” a sua localização em busca de operadoras. Simplifica a verificação de viabilidade, além de lhe ajudar em todo processo de cotação e contratação de serviços de telecomunicações para empresas.

Avatar Rafael Cordeiro

Por

Rafael Cordeiro


COO e sócio da VC-X Solutions, minha missão é simplificar o universo das telecomunicações para empresas. Com mais de 10 anos de experiência, sou especialista em navegar pelas complexidades do setor, transformando desafios burocráticos com operadoras e órgãos como Procon e Anatel em soluções práticas!

wid.studio